EUNÁPOLIS - A falta de chuva comprometeu as lavouras de mamão do sul da Bahia. Em algumas propriedades, metade da produção foi perdida.
A área plantada de mamão ocupa 12 mil hectares no extremo sul da Bahia, principal estado produtor da fruta. A maior parte da produção vai da região de Eunápolis até a divisa com o Espírito Santo. No ano passado, foram mais de 800 mil toneladas. Este ano a previsão é que a safra seja menor.
A seca do ano passado trouxe conseqüências para as lavouras de mamão. Numa fazenda foram 90 dias sem chover. A produção do mamão sequeiro, o mamão sem irrigação, caiu em 80%. A colheita normal seria de duas cargas por semana, mas hoje está sendo apenas uma por mês.
E não foi só o mamão sequeiro que sofreu com a estiagem. Até as roças irrigadas foram afetadas com a seca e com as altas temperaturas.
Há 22 anos na Bahia o agricultor Benedito Soares saiu de Monte Alto, norte de São Paulo e foi para Teixeira de Freitas, extremo sul do Estado, em busca de um clima favorável para o cultivo do mamão. Ele conta que não via uma seca como essa há 12 anos. Mesmo irrigando todos os dias ele não conseguiu evitar os prejuízos – metade da produção ficou comprometida. “Mesmo irrigado ele não suporta a temperatura. Nessa época há 12 horas e sol. É inviável”.
Com a perda de qualidade, os produtores não estão conseguindo exportar os frutos. No mercado interno, o preço caiu. Na média, o quilo do mamão está sendo vendido por R$ 0,79, 10% menos que no mesmo período do ano passado.
* Fonte: Globo Rural
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