‘Ação de policiais na Avenida Duque de Caxias foi legítima’, diz 7ª CIPM

Segundo ele, vídeo começou a ser gravado depois que arma já tinha sido apreendida

Por Redação RADAR 64
Publicado em 09/08/2017 às 11h30

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EUNÁPOLIS - Em nota divulgada nesta quarta-feira (09), o comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia de Militar em Eunápolis, major Florisvaldo Ribeiro, informou que são distorcidas as informações que circulam em redes sociais sobre a legitimidade de uma abordagem a um homem na Avenida Duque de Caixas, centro de Eunápolis, no início do mês.

A ação, que foi filmada por um radialista e postada em seu perfil no Facebook, mostra os policiais apreendendo um revólver com um motociclista que estava em atitude suspeita. Mas segundo o major Ribeiro, o fato de o vídeo ter começado a ser gravado depois que a arma já tinha sido apreendida deu margem a interpretações distorcidas.

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"Como ocorre nas ações policiais, ao apreender a arma de fogo em posse de um suspeito, o policial responsável pela abordagem pode entregá-la ao colega da guarnição ou colocá-la no coldre, opção esta adotada pelo PM", frisa o major.

O comando geral da Polícia Militar da Bahia também se manifestou sobre o assunto, por meio de um vídeo apresentado pelo capitão Aldrin. Ele explicou que o procedimento adotado pelos policiais da 7ª CIPM é o mais usual, inclusive em outros estados. Para o oficial, os especialistas em segurança recomendam que os policiais não coloquem armas apreendidas no solo. Ele lembra que já aconteceram situações em que um comparsa do bandido pegou a arma e atirou na guarnição. “Em outros casos, o próprio detido recuperou a arma e atingiu o policial”, salienta.

O QUE DIZ AUTOR DO VÍDEO - Autor do vídeo que viralizou na internet, o radialista Elenaldo Costa declarou ao RADAR 64 que estava em uma sala no prédio da Ativa FM quando ouviu os policiais pedindo para alguém colocar as mãos na cabeça. "Quando fui até a janela, a abordagem já tinha começado. Então, liguei a câmera e comecei a gravar", reforça Elenaldo.

O radialista também negou que tenha sido o autor de um texto que circula no aplicativo WhatsApp afirmando que os policiais 'plantaram' a arma com o único propósito de incriminar o acusado. "Na minha postagem, apenas relatei a abordagem e a apreensão de uma arma", finalizou o profissional.

ACUSADO ADMITE QUE ESTAVA ARMADO - O major Ribeiro reforça que o próprio acusado – Jackson Alves Moura de Oliveira, 25 anos, ao ser levado para a delegacia confessou ao delegado que, desde o ano passado, depois que teve um irmão assassinado na porta de casa, passou a andar armado, pois vinha recebendo ameaça de morte. Jackson acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi solto no mesmo dia, após pagar uma fiança no valor de três salários mínimos.

INVESTIGAÇÕES - A 7ª CIPM instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos policiais e esclarecer o fato à sociedade. A polícia também investiga quem foi o autor do texto apócrifo que circula juntamente com o vídeo nas redes sociais e alerta que quem compartilha conteúdo falso na internet também pode ser responsabilizado. 

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