Projeto Contadores de Histórias reforça o valor da leitura no processo de educação

De forma lúdica, alunos contaram seus aprendizados ao longo do ano

Redação RADAR 64
Publicado em 20/11/2018 às 16h46

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EUNÁPOLIS - Letramento: é desta forma que especialistas em educação definem o processo de aprendizagem da leitura e da escrita. Buscando contribuir com esse processo, o Colégio Anísio Teixeira, de Eunápolis, desenvolveu ao longo deste ano, com os alunos da educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental I, o projeto de leitura ‘Contadores de Histórias’. "Incentivamos a leitura de diversos gêneros textuais, inclusive de livros literários. Nossa proposta foi uma leitura prazerosa, com muita ludicidade, disposição e compromisso", explicou a coordenadora pedagógica do ensino fundamental I, Taciana Carvalho.

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E foi de uma forma lúdica que as crianças apresentaram aos pais o resultado desse aprendizado. Durante duas noites de apresentação da culminância do projeto, nos dias 08 e 09 de novembro, elas se transformaram em personagens e contaram um pouco das histórias que leram e do que aprenderam com isso.

Assim foram surgindo no palco, montado no pátio do colégio, personagens de livros como O caracol, de Mary França e Eliardo França, Cadê o ovo?,  de Cláudia Carrera, O dragão comilão, de Rosana Rios, O menino que descobriu as palavras, de Cineas Santos e Archanjo, As centopeias e os seus sapatinhos, de Milton Camargo, Arca de Ninguém, de Mariana Caltabiano, Cuidado dona Mata!, de Regina Siguemoto, Uma aldeia perto de casa,  de Telma Guimarães, Sonho de Minhoca;  de Ivan Jaf, O sumiço das palavras, de Nelson de Oliveira, O mundo do meu amigo, de Ana Cecília e Robinson Damasceno e O príncipe e o mendigo, de Mark Twain. Cada série trabalhou com quatro paradidáticos durante todo o ano, inclusive o segmento infantil.

Foto: RADAR 64 
Contadora de histórias, dona Chica Esquecida

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Vestida de contadora de histórias, dona Chica Esquecida, uma senhora bem divertida e leitora que adora contar histórias, a professora de artes Suany Roldi, lembrou a todos os presentes o quanto uma história nos transmite aprendizado. “Lembro-me de que, depois de fazer alguma traquinagem, minha avó me contava uma história que sempre tinha uma lição importante. As histórias sempre nos ensinam alguma coisa”, destacou a personagem dona Chica.

“Cuide bem do jardim para mim/Deixe a terra florescer/Pense no filhote do filhote que ainda vai nascer”, dizia a história, contada em forma de música, pelos alunos do 3º ano.

E foi desta forma que as crianças mostraram o que aprenderam sobre preservação ambiental, diferenças culturais, respeito, tecnologia, vida no campo, amizade, sonhos e tantos outros ensinamentos e lembranças importantes que uma boa leitura proporciona.  “Acredite nos sonhos. Com eles você pode chegar aonde quiser”, disseram os alunos do 4º ano, que contaram a história “Sonho de Minhoca”.

Foto: RADAR 64  
Alunos do 4º ano cantaram em libras; Foi um momento de muita emoção 

Em uma das apresentações, os alunos do 4º ano cantaram em libras, orientados pela professora e pela funcionária do colégio, Wiliane Santos. Foi um momento de muita emoção a todos que assistiram ao espetáculo.

O QUE OS PAIS ACHARAM - “Vim nas duas noites de apresentações. Achei tudo maravilhoso, sempre incentivo os meus netos a lerem. Esse projeto me fez voltar no tempo e lembrar brincadeiras da minha infância”, disse a funcionária pública Carmem Maciel, que é avó de dois alunos, um do 1º e outro do 5º ano.

Já a enfermeira Gheisa Rosa, cujo filho estuda no Jardim 2, fez questão de destacar que a leitura faz parte do dia-a-dia da relação com o filho. “Achei o projeto maravilhoso. Eu já tenho esse hábito de ler com meu filho. É o nosso momento de interação. Sei que vai ajudar no desenvolvimento dele”, destacou.

Foto: RADAR 64 
Coordenadora pedagógica do ensino fundamental I, Taciana Carvalho

Abraçados na avó, os estudantes Gustavo Marinho e Juliana Santos, do 5º e 3º ano, disseram quais os livros que mais gostam de ler. “Eu gostei do livro ‘Os caras malvados’. Nossa mãe sempre nos incentiva a ler. Hoje ela não pode vir, mas nossa vó está aqui e foi tudo muito legal”, disse Gustavo.

“A leitura é tudo. Todos sabem ler, todos podem ler. Sabe porquê? Porque a leitura está dentro de mim e de você”, reforçou a coordenadora Taciana, em um jogral apresentado junto com professoras e funcionários da escola no final das apresentações. 

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