Atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica crescem 35% em Porto Seguro

Aumento acontece exatamente no mês que a Lei Maria da Penha completou 12 anos

Maria Eduarda Toralles / RADAR 64
Publicado em 14/09/2018 às 16h55
Foto:  Divulgação 
Número de registros em agosto dobrou em relação aos dos meses de maio, junho e julho

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PORTO SEGURO - O Centro de Referência ao Atendimento da Mulher (Cram), em Porto Seguro, registrou 43 novos casos de violência doméstica somente no mês de agosto deste ano. Isso representa um aumento de 35%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a coordenadora do Cram, a psicóloga Andrea Camenale, o número de registros no mês de agosto praticamente dobrou em relação aos dos meses de maio, junho e julho deste ano.

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Andrea informou que o Centro de Referência tem feito um trabalho de encorajamento junto às mulheres vítimas de violência doméstica. “Acredito que isto tem encorajado mais mulheres a tomar a decisão de se manifestarem para pedir ajuda”, disse ela.

A psicóloga destaca ainda que o aumento acontece exatamente no mês em que se comemorou 12 anos de criação da Lei Maria da Penha e pode estar relacionado à repercussão de casos de feminicídio na mídia nacional. “Em âmbito local, temos realizado palestras em escolas, órgãos públicos e privados, igrejas e associações, buscando divulgar os serviços prestados pelo equipamento e alertar sobre os perigos da não denunciar este tipo de violência”, salientou Andrea.

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Centro de Referência ao Atendimento da Mulher (Cram), em Porto Seguro

O Cram de Porto Seguro trabalha em parceria com a Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), que é uma das portas de entrada para as denúncias de violência doméstica. A psicóloga observa que as denúncias podem ser feitas pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central Nacional de Atendimento a Mulher). “A Deam é uma grande parceira no sentido de encaminhar as mulheres que chegam até lá para o atendimento municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social”, lembrou.

A psicóloga explica que após a denúncia, as vítimas de violência doméstica são encaminhadas ao Cram, onde passam por uma triagem com uma assistente social e, se tiverem interesse, recebem apoio psicológico, assistencial e jurídico.

Andrea adverte que as mulheres que estiverem recebendo ameaças recebem também o apoio para irem para outros municípios, onde tenham familiares, ou caso não tenham o apoio da família, podem ser encaminhadas à Casa de Acolhimento para Mulheres, em Salvador. 

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