Cooperativa de catadores de lixo tem ecopontos espalhados por Eunápolis

Iniciativa reduz impactos ambientais e, ao mesmo tempo, gera recursos a associados

Maria Eduarda Toralles / RADAR 64
Publicado em 12/11/2018 às 18h26

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EUNÁPOLIS - Segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Brasil gera 80 milhões de toneladas de rejeitos por ano. Destes, apenas 3% são reciclados.

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Eunápolis, como a grande maioria dos municípios brasileiros, ainda não conta com a coleta seletiva de lixo, ação que, além de diminuir impactos ao meio ambiente, é uma fonte de renda para muitas famílias, por meio da venda de lixos recicláveis, tais como garrafas pet e embalagens plásticas.

Em todo Brasil, muitas famílias sobrevivem desta forma. Elas coletam esses materiais pelas ruas da cidade e nos lixões.

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Como uma forma de organizar essas famílias, possibilitando a elas um trabalho mais seguro e, ao mesmo tempo, visando agregar valor ao produto final da coleta, surgiu, há três anos, a Cooperativa de Catadores de Eunápolis, a Coonápolis.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Presidente da Coonápolis, a catadora Ana Paula Nogueira

A presidente da Coonápolis, a catadora Ana Paula Nogueira, conta que a maioria das famílias associadas ainda trabalha na separação de materiais recicláveis diretamente no lixão. “Nós podemos adquirir doenças. Podemos nos furar com agulhas, cortar a mão”, observou.

Buscando amenizar essas questões, a cooperativa conseguiu instalar sete pontos ecológicos de coleta de lixo reciclável pela cidade. Um deles fica na sede do Centro Comunitário da 1ª Igreja Batista, no centro da cidade.

A presidente Gilane Valentim Lopes conta que um grupo de representantes do centro foi conhecer a realidade das famílias que vivem da coleta no lixão e enxergou na cooperativa uma forma de tirá-las daquela condição desumana. “O papel da cooperativa é muito importante. Esse trabalho não pode parar. Quanto mais gente estiver apoiando esse trabalho, mais mudanças significativas nós teremos na nossa cidade”, avaliou Gilane.

A diretoria do centro comunitário fez ainda um trabalho de conscientização ambiental entre os membros da igreja. “Então, os membros trazem o seu material para a igreja, nós recolhemos aqui e enviamos para a cooperativa”, explicou ela.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Gilane Valentim (de azul) é presidente Centro Comunitário da 1ª Igreja Batista

Associado da cooperativa de catadores, Everaldo Bento é um dos responsáveis pela coleta de lixo nos pontos espalhados pela cidade. Ele só lamenta que a cooperativa ainda não conte com seu próprio galpão. Atualmente, as famílias levam o lixo separado para suas casas.

“O ideal seria ter o galpão, um lugar para nós colocarmos o material. Precisamos do galpão, de caminhão e do apoio das pessoas também. Ajudaria muito, pois aí nos reuniríamos num local só. Ia trabalhar todo mundo junto”, ressaltou ele.

A presidente da cooperativa de catadores reforça a importância do apoio de toda a comunidade. “O ideal seria as pessoas colaborarem conosco. Já separar o material em casa, porque aí fica melhor para nós catadores. Também pedimos para não depositar aquele lixo misturado”, concluiu ela.

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Everaldo Bento lamenta que ainda não haja galpão para associados armazenar material recolhido

Confira pontos de coleta de lixo reciclável da Coonápolis:

- Igreja Batista - Avenida Joana Angélica, 412 - Centro

- Assistência Social - Rua Paulino Mendes Lima - Centro

- Escola Estadual Baden Powell - Rua Pinheiro, 315 - Moisés Reis

- Igreja da Matriz - Centro

- Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) - Rua Viena, Dinah Borges

- Paróquia São Francisco de Assis -  Rua Belmonte, 365 – Pequi

- Cras II – Avenida das Graças, 27 - Alecrim II

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