Caso Ronaldo Santana: defesa de réus tenta desqualificar acusação

Sentença dos quatro acusados deve ser apresentada nesta quarta

Redação RADAR 64
Publicado em 16/05/2018 às 08h54
Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Fabrício Frieber diz que não existe prova da emissão de cheque que teria sido usado como pagamento a pistoleiro

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EUNÁPOLIS - O segundo dia de julgamento do assassinato do radialista Ronaldo Santana entrou na noite de terça-feira (15), se encerrando por volta das 21h. À tarde e a noite foram reservadas para a defesa dos réus Paulo Dapé, Valdemir Batista Oliveira, Antônio Oliveira Santos e a mãe de santo Maria Sindoiá.

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Os advogados Igor Saulo, Antônio Pitanga e Fabrício Frieber, foram contundentes em negar a existência de provas contra os acusados Maria Sindoiá, Valdemir Batista Oliveira e Antônio Oliveira Santos.

Os defensores destacaram que se não há a prova da existência do cheque de R$ 500,00 e da transferência de R$ 700,00, que segundo o Ministério Público, fizeram parte do valor pago para que Ronaldo Santana fosse assassinado, como consta na denúncia do Ministério Público Estadual, não há a tese de acusação apresentada pelos promotores.

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Advogado Maurcício Vasconcelos diz que acusação do MP são fragéis

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Os advogados Maurício Vasconcelos, Aloísio Freire e Milton Jordão se revezaram na desqualificação da acusação que pesa contra Paulo Dapé, prefeito do município à época em que o radialista foi morto. Eles reforçaram a falta de provas e a fragilidade da acusação do ex-policial Militar Paulo Sérgio Mendes Lima, já condenado a 19 anos de prisão.

“O Paulo Sérgio se retratou várias vezes dessa acusação. Ele, inclusive, negou que tenha estado com Paulo Dapé em seu escritório, como acusa o Ministério Público”, destacou Maurício Vasconcelos.

Todos os advogados de defesa negaram a acusação do Ministério Público de que os acusados adotaram todas as medidas possíveis para que o julgamento não acontecesse. “O que fizemos foi questionar a marcação de um júri sem provas. As medidas que tomamos estão dentro da lei. Não fizemos nada ilegal”, destacou Vasconcelos.

A defesa pediu a absolvição dos quatro acusados por falta de provas.

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Segundo dia de júri se encerrou por volta das 21 de terça

Neste terceiro dia de julgamento - previsto para recomeçar por volta das 9h desta quarta-feira - devem ocorrer os debates entre os representantes do Ministério Público e os advogados que defendem os quatro réus. Logo após, os sete jurados devem se reunir para decidir a sentença.

Paulo Sérgio Mendes Lima, condenado em 2002, após desmembramento do processo, aponta Paulo Dapé e os outros três réus, que época integravam o primeiro escalão do governo municipal, como autores mandantes do assassinato. Ronaldo Santana, que tinha 38 anos, foi morto em outubro de 1997 a caminho do trabalho na Rádio Jornal de Eunápolis, onde apresentava um programa jornalístico de fazia muitas denúncias contra o prefeito.

MP PEDIU CONDENÇÃO DOS QUATRO - Na terça-feira (15), os promotores de justiça Ariomar da Silva e Luiz Ferreira Neto pediram a condenação de Paulo Dapé como mandante e os outros três réus com partícipes.

Para o promotor Ariomar da Silva, há provas contundentes contra os quatro, que teriam atuado na intermediação, pagamentos, empreitada do homicídio e outros foram os autores materiais. "Vamos fazer nosso papel, mas a comunidade de Eunápolis, através dos sete jurados aqui, vai dizer se o caso comporta absolvição ou condenação. Temos nos autos elementos suficientes para condenação", afirmou Ariomar.

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