25 papagaios são soltos na natureza após processo de reabilitação

Maioria das aves foi resgatada de cativeiros ilegais

Por Redação RADAR 64
Publicado em 14/07/2017 às 10h09
Foto: Divulgação 
Maioria dos animais silvestres recebidos no Cetas é oriunda do tráfico ilegal

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PORTO SEGURO - O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Porto Seguro, com o apoio da unidade do IBAMA em Eunápolis, realizou a soltura de 25 papagaios pertencentes a duas espécies diferentes. As aves estavam em tratamento e reabilitação. De acordo com a coordenadora do Cetas, Ligia Ilg, as aves libertadas são das espécies conhecidas popularmente como papagaio-do-mangue e papagaio chauá. “São espécies protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e pela Lista Brasileira de Animais Ameaçados de Extinção”, ressaltou ela.

Ligia informou que o processo de reabilitação foi extenso, incluindo mudança gradual de alimentação, interação com outros indivíduos da mesma espécie e treinamento de voo. Todas as aves receberam uma marcação, feita com um dispositivo que permite o seu reconhecimento individual. “Os papagaios libertados são monitorados, para que possamos avaliar o seu comportamento na natureza e também a taxa de sucesso dos procedimentos realizados. Nos últimos dois anos, mais de 150 papagaios foram reabilitados e devolvidos ao seu habitat. Esse número, no entanto, revela apenas uma parcela dos animais recebidos por essa unidade do IBAMA”, destacou.

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A coordenadora do Centro de Triagem salientou que a maioria dos animais silvestres recebidos no Centro de Triagem é oriunda do tráfico ilegal ou era mantida em cativeiro, sofrendo, geralmente, maus-tratos.

ESTATISTICAS - Entre os anos de 2015 e 2016, o Cetas recebeu um total de 8431 animais silvestres que foram apreendidos, resgatados ou entregues de forma espontânea. “Cerca de 70% destes animais são aves, sendo o canário-da-terra, coleiro e o pássaro-preto as espécies que mais recebemos”, ressaltou Ligia.

Foto: Divulgação  
Maioria das aves foi resgatada de cativeiros ilegais

O Cetas recebe também animais resgatados em condições de risco, quase sempre decorrentes da ação humana sobre o meio ambiente. “Já recebemos tamanduás vítimas de atropelamento, filhotes de saruê órfãos e bichos-preguiça que foram queimados em postes de iluminação pública”, salientou a coordenadora.

Entre os répteis, os jabutis são os animais mais resgatados, pois segundo a coordenadora do Cetas, muitas pessoas ainda acreditam que a manutenção desses animais dentro de casa traz a cura para problemas respiratórios. “Isso é uma crendice popular, sem nenhuma comprovação científica. O problema é que essas pessoas, além de estarem prejudicando os animais ao tirá-los de seu habitat, ainda correm o risco de disseminar doenças transmitidas por eles”, alertou Ligia.

Ela alerta ainda que não é recomendado soltar animais que estejam em cativeiro direto na natureza. “É importante encaminhá-los ao Cetas, para que sejam identificados, avaliados e passem por um processo de reabilitação antes de serem soltos”, reforçou Ligia, revelando ainda que entre 2015 e 2016 mais de 80% dos animais recebidos pela unidade de triagem tiveram como destinação a soltura.

“Possibilitar o retorno desses animais ao seu habitat, para que possam desempenhar sua função ecológica na natureza representa a missão primordial do Cetas. Desta forma é possível contribuir para a conservação da Mata Atlântica na região sul da Bahia”, concluiu a coordenadora.

DENÚNCIAS - Para informar sobre o cativeiro ilegal de animais silvestres ou entregar animais, basta entrar em contato com a unidade do IBAMA em Eunápolis, por meio dos telefones (73) 3281-1526/3281-1652. 

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