Família de criança morta por bala perdida faz protesto em Eunápolis

Manifestação aconteceu pela manhã em frente ao local do crime

Redação RADAR 64
Publicado em 10/01/2019 às 11h23

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EUNÁPOLIS - Amigos e familiares de Joelson Neto França de Oliveira, o menino de oito anos morto por uma bala perdida no centro de Eunápolis, fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (10).

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Portando cartazes com fotos da criança, eles se concentraram em frente ao bar onde ocorreu o crime, na Avenida Dom Pedro II. Os manifestantes pediam agilidade da polícia na investigação do assassinato, que ocorreu há quatro dias. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Joelson, que era carinhosamente conhecido como Netinho, estava no bar com familiares quando um bandido desceu de um carro para matar um primo dele, Iago França dos Anjos, 24 anos. O alvo ficou ferido, mas um dos disparos também atingiu a criança, que morreu a caminho do hospital. Iago segue internado, mas não corre risco de morrer.

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"Até agora não há nenhuma resposta da polícia. Precisamos do estado, da polícia para desvendar esse crime, que não pode ficar impune. É muita dor, pois perdi meu filho de oito anos, o que eu tinha de mais importante na vida. A família está toda arrasada", afirmou o pai, o pedreiro Rosenaldo Santos Oliveira, 35.

A mãe da criança também diz que o crime precisa ser esclarecido e o culpado punido exemplarmente.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Protesto foi realizado na manhã desta quinta em frente ao local onde Netinho foi morto por bala perdida

"A polícia diz que está em diligência, mas não dos dá uma resposta. Eu pergunto: se fosse um policial, vocês já tinham prendido alguém?", questionou a dona de casa Diana França dos Santos, 32 anos, mãe do garotinho.

A mãe de Iago, baleado no ataque, afirmou que ele já pertenceu a uma facção, mas que havia abandonado o crime e passado a trabalhar.

"Meu filho já foi preso, já pertenceu a uma facção, mas hoje pertence a Jesus e trabalha em um açougue. Queremos pedir ao nosso delegado que venha colocar o assassino na cadeia. Nós não podemos deixar esse crime impune", declarou a açougueira Roseane Vaz França, 50 anos.

O dono do bar onde ocorreu o homicídio disse que foram muitos tiros.

"Eu estava dentro do balcão. Quando ouvi o primeiro tiro, o menino se agarrou em mim, pedindo ajuda. Ele disse, 'me acode, tio'. Ligamos logo para o Samu", declarou  o comerciante Deusdedite Lourenço de Souza, 55 anos.

A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança para tentar identificar o assassino. Para o delegado Moisés Damasceno, o assassinato pode ter relação com uma briga entre duas facções rivais que disputam o controle do tráfico de drogas na cidade.

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