Monitoramento ajuda na conservação de tartarugas marinhas em Belmonte

No último ano, 448 desovas foram registradas em uma área nos 35 quilômetros de praia

Redação RADAR 64
Publicado em 05/11/2018 às 15h36

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BELMONTE - Quase 450 desovas de tartarugas marinhas foram registradas no período entre setembro de 2016 a abril de 2017, nos 35 quilômetros de praia que ficam no entorno do Terminal Marítimo da Veracel Celulose, no município de Belmonte.

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Os dados foram divulgados pela CTA, empresa capixaba especialista em consultoria ambiental, que há quatro anos realiza, em parceria com a Veracel, o monitoramento de desova de tartarugas marinhas na Costa do Descobrimento.

“Esse monitoramento iniciou em 2005. Ele é feito em parceria com outras instituições. Nós já tivemos como parceiros a PAT Ecosmar e o projeto Chauá”, informou o coordenador de Controle Ambiental da empresa de celulose, Tarciso Matos.

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Ele explica que a realização do monitoramento faz parte das condicionantes para a liberação da licença de operação do terminal marítimo. Os resultados são repassados ao Inema, órgão responsável pela liberação da licença, e ao projeto Tamar, que cuida da conservação de tartarugas marinhas. 

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Monitoramento é feito no entorno do Terminal Marítimo da Veracel Celulose, no município de Belmonte

“É uma questão legal, mas também é uma questão vital para a nossa sustentabilidade. Nossos cuidados ambientais vêm desse tipo de monitoramento. Ele explica onde devemos melhorar”, destacou Tarciso.

O analista ambiental da CTA, Hércules Santiago de Jesus, afirmou que o acompanhamento das desovas é feito em duas etapas. Pela manhã, é realizada a busca de rastro para localização e marcação dos ninhos. No monitoramento da noite é possível identificar as espécies de tartarugas que estão desovando na região.

“Realizamos o monitoramento e identificamos se há a necessidade de fazermos a transferência do ninho pelo fato de alguns lugares estão sofrendo erosões. Avaliamos os riscos”, explicou Hércules.

Os resultados desse levantamento, realizado diariamente no período de desovas, são repassados ainda aos funcionários do terminal marítimo, por meio de uma caixinha de mensagens instalada na beira da praia. Somente depois de ter certeza que não há nenhum ninho na área é permitido o acesso à praia.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Realização do monitoramento faz parte das condicionantes para a liberação da licença de operação do terminal marítimo

No último ano, foram registradas, na região, desovas de tartarugas das espécies cabeçuda, de pente, oliva e verde.

A CTA - Meio Ambiente realiza ainda a avaliação da luminosidade na região, a fotometria. Hércules observa que os filhotes, quando nascem, são instintivamente guiados pelo reflexo da luz das estrelas e da lua para seguirem em direção ao mar. A iluminação artificial pode desorientar as tartaruguinhas, fazendo com que elas sigam em outra direção.  

O coordenador de controle ambiental da Veracel informa que, com base nesta avaliação, são feitas as adequações necessárias. “Se tiver alguma interferência de luz do terminal na praia, a CTA nos avisa e fazemos as modificações necessárias”, concluiu Tarciso.

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