PF deflagra operação nas prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália

Os três prefeitos foram afastados das funções por determinação do TRF-1

Por Redação RADAR 64, com informações da PF
Publicado em 07/11/2017 às 07h54
Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64
Policiais federais realizam busca no Gabinete da Prefeitura de Eunápolis, no bairro Centauro

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EUNÁPOLIS - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (07), a Operação Fraternos. Segundo a PF, a ação é para desarticular organização criada por prefeitos, parentes entre si, apontados como responsáveis por fraudar licitações nas prefeituras de Eunápolis, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, administradas pelos prefeitos Robério Oliveira, Cláudia Oliveira e Agnelo Santos, respectivamente.

Os três prefeitos também foram afastados das funções, por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por tempo indeterminado. Houve ainda sequestro de bens imóveis e automóveis dos investigados, além do bloqueio de contas correntes.

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Há também mandados de condução coercitiva para os três prefeitos, mas eles não haviam sido localizados até por volta das 11h da manhã. “Mas caso não se apresentem nas próximas horas, vamos avaliar a possibilidade de pedido de prisão preventiva deles”, afirmou o delegado Daniel Madruga, superintendente da PF na Bahia.

A OPERAÇÃO - Cerca de 250 policiais federais, com apoio de 25 auditores da Controladoria-Geral da União e de membros do Ministério Público Federal, cumpriram, nos estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais, 21 mandados de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

Até por volta das 8h, já haviam sido realizadas 17 prisões em Eunápolis, Porto Seguro. A Polícia Federal não divulga os nomes dos investigados. Entre os detidos estão funcionários públicos públicos, familiares dos prefeitos e donos de empresas.

As investigações apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas.

Foto: RADAR 64  
Buscas realizadas também no Gabinete da Prefeitura de Porto Seguro

Após a contratação, diz a PF, parte do dinheiro repassado pelas prefeituras era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nomes de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização, inclusive através repasses a empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas - conforme as investigações, também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro desviado.

Em um dos casos investigados, foi observado que uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra empresa do grupo, que teria investido R$ 500 mil na integralização do capital. Os policiais federais descobriram, no entanto, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800,00 à época.

Foto: Internauta / RADAR 64  
Operação também na Prefeitura de Santa Cruz Cabrália

Os contratos somam aproximadamente R$ 200 milhões. Os policiais - conforme a PF, identificaram uma verdadeira “ciranda da propina”, na qual as empresas dos parentes revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema e, em muitos casos, chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado na mesma data do recebimento a outras empresas da família.

As assessorias das prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália ainda não se posicionaram em relação às denúncias.

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