Polícia Federal e CGU deflagram ação em oito municípios baianos

No extremo Sul do estado as investigações abrangem duas cidades

Da Ascom / PF
Publicado em 24/07/2018 às 09h20
Foto: Divulgação / Polícia Federal 
Operação decorre de investigação iniciada em 2017, sobre obras inacabadas na pavimentação com bloquete sextavado

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A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União, deflagra nesta terça-feira (24) a Operação Ciranda de Pedra, que visa combater crimes de desvio de recursos públicos destinados à área da infraestrutura na cidade baiana de Maiquinique, nos anos de 2012 a 2017.

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Cerca de 60 policiais federais, acompanhados de nove auditores da Controladoria Geral da União, cumprem 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de intimação nos municípios de Maiquinique, Macarani, Itapetinga, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Jequié, Mirante e Vitória da Conquista.

A operação decorre de uma investigação iniciada em 2017, sobre obras inacabadas na pavimentação com bloquete sextavado que deveriam ter sido executadas nas ruas do município de Maiquinique, decorrentes de seis procedimentos licitatórios celebrados na gestão local, quadriênio 2013-2016, em convênio com o Ministério das Cidades.

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Além dos serviços não executados ou parcialmente executados, a investigação descobriu que um grupo de quatro empresas fazia revezamento nas licitações e parte dos recursos era destinada a pagamentos de parentes e pessoas ligadas à administração municipal.

Foto: Divulgação / Polícia Federal 
60 policiais federais, acompanhados de nove auditores, cumprem 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de intimação

Apurou-se, ainda, que algumas dessas empresas, vencedoras de licitações recorrentes, serviam apenas de “fachada” e eram compostas por sócios “laranjas”.

A organização criminosa obteve contratos da ordem de R$3.428.183,03, dos quais R$1.587.619,76 está estimado como o valor potencial do desvio com ordem de bloqueio judicial.

O título 'Ciranda de Pedra' traduz uma fonte de múltiplos significados. No entanto, a 'ciranda' da obra de Lygia Fagundes Teles é formada por pedras, simbolicamente representando a sua dureza, a desintegração, o fechamento entre seus participantes e a não aceitação de novos membros.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude à licitação.

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