PF combate organizações criminosas especializadas em fraudes a licitações

Cumpridos 13 mandados de prisão e 50 de busca em diversas cidades

Redação RADAR 64, com informações da PF
Publicado em 06/11/2018 às 08h41
Foto: Divulgação  
Parte de material apreendido pela PF na operação desta terça-feira

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ITABELA - A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (06), simultaneamente, as operações Sombra e Escuridão e Elymas Magus, objetivando desarticular duas organizações criminosas especializadas em fraudes a licitações e desvio de recursos públicos, que atuavam em diversos municípios da região sul da Bahia.

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Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 50 mandados de busca em diversas cidades baianas, dentre as quais Itabela, Aurelino Leal, Camamu, Ibirapitanga, Igrapiúna, Ilhéus, Itabuna, Ituberá, Santo Antônio de Jesus, Ubaitaba, Ubatã e Eunápolis. Ao menos 115 policiais federais e mais 24 auditores da Controladoria Geral da União participam da ação.

Conforme apurado pela Controladoria Geral da União (CGU), os valores repassados pelas prefeituras às empresas investigadas, entre 2015 e 2017, chegam a R$ 34 milhões.

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As investigações referentes à Operação Sombra e Escuridão tiveram início há pouco mais de um ano, a partir de suspeitas envolvendo os sócios de duas empresas sediadas em Igrapiúna, que, não obstante haverem participado de licitações e recebido vultosos pagamentos de diversos municípios – em contratos de obras, locação de veículos e transporte escolar – eram também beneficiários do programa Bolsa Família, do Governo Federal.

Por meio dos levantamentos realizados, com o apoio do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia – TCM/BA e também da Controladoria Geral da União – CGU, foi possível comprovar que essas empresas não possuíam a mínima capacidade para a execução dos serviços e obras contratadas, os quais eram terceirizados mediante a cobrança de um percentual sobre o valor pago pelas prefeituras. Muitas dessas obras não foram concluídas, a exemplo de creches, unidades básicas de saúde e quadras de esportes.

Os investigados responderão pelos crimes participação em organização criminosa, fraude a licitação, falsidade ideológica, corrupção passiva e corrupção ativa.

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