Policiais civis de Eunápolis e Porto Seguro também desistem de trabalhar no carnaval

É um protesto conta valores pagos pelos dias trabalhados durante a festa

Por Redação RADAR 64
Publicado em 11/08/2017 às 07h35
Foto: RADAR 64
Policiais civis de Porto Seguro assinaram documento na tarde de quinta-feira

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PORTO SEGURO - Policiais civis de Porto Seguro assinaram, na tarde de quinta-feira (10), o “Requerimento de Desistência” da prestação de serviço durante o carnaval de 2018. Documento faz parte da campanha do sindicato que representa a categoria no estado, iniciada esta semana. Nesta sexta-feira (11), a reunião de mobilização foi com policiais civis de Eunápolis, que também aderiram ao movimento.

De acordo com o Sindpoc, os policiais civis dos municípios de Ilhéus e Itabuna também já assinaram o documento, que significa que a categoria não pretende aderir à escala de carnaval que é estabelecida pelo governo da Bahia.

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Além de protestar contra os valores pagos pelos dias trabalhados durante a festa, os servidores reivindicam o decreto de promoção, os reajustes lineares dos anos de 2016 e 2017 e o Projeto de Reestruturação das Carreiras encaminhado à Secretaria de Administração do Estado, a SAEB.  Até o momento, o governo não demonstrou disposição em negociar com os servidores.

O presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, esclarece que o Requerimento de Desistência não possui caráter  de greve e nem de paralisação. “Os policiais irão manter os serviços de acordo com a carga horária normal de 40 horas semanais. O impasse consiste na aderência à  escala do carnaval”, salientou Marcos.

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Nesta sexta-feira (11), a reunião de mobilização foi com policiais civis de Eunápolis, que também aderiram a campanha

O vice-presidente do sindicato, Eustácio Lopes, informa que a remuneração que os servidores recebem durante o carnaval não cobrem as despesas de alimentação, hospedagem e transporte. “É um trabalho análogo ao da escravidão. No carnaval, os  servidores acabam dormindo em viaturas, abrigos e escolas. São condições de trabalho  totalmente precárias”, critica o sindicalista.

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