Projeto incentiva estudo e valoriza cultura indígena

Tocado pela Veracel, ação beneficia estudantes de 29 escolas indígenas

Maria Eduarda Toralles / RADAR 64
Publicado em 24/10/2018 às 11h14

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PORTO SEGURO - Buscando aprofundar o relacionamento com as comunidades indígenas e, ao mesmo tempo, promover a valorização da cultura e da educação, a Veracel Celulose está desenvolvendo, em 29 aldeias indígenas que ficam dentro da sua área de atuação, o projeto ‘Educação é Vida’.

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“Há mais de nove anos entregamos os kits escolares. Esse ano, resolvemos trazer algo a mais: uma sementinha, plantar um reforço da importância do estudo”, afirma a analista de comunicação da empresa, Karina Gerin.

Ela observa que, além de incentivar a educação, o projeto procura promover a troca de conhecimentos. “Nós trazemos uma perspectiva nova de profissão do futuro para eles. Em troca, recebemos a língua patxohã, conhecemos como eles fazem, no dia-a-dia, para manter essa tradição viva”, diz a analista.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64  
Analista de comunicação da Veracel, Karina Gerin

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Tendo como referência um arco e uma flecha, símbolos da cultura indígena, o projeto faz com que os estudantes entendam a importância do conhecimento e da manutenção da sua cultura. “A cordinha que impulsiona a flecha é o conhecimento que impulsiona a pessoa. A flecha seria o aluno. Então, o conhecimento impulsiona para as conquistas da vida. No meio disso tudo, a base do arco, que é a sustentação, representa a tradicionalidade. São os costumes, a cultura que eles já vivem do povo pataxó. Então, para onde eles forem, vão ter as conquistas deles, sendo pataxó”, ressalva.

Karina explica que além de desenvolver as atividades nas escolas, a Veracel promove a visita dos colaboradores e seus familiares a aldeias da região. “É bem bacana, é uma troca muito legal. Eu, pessoalmente, nunca imaginei estar aqui, frequentando tanto essa cultura indígena, conhecendo aldeias. Para mim está sendo muito gratificante”, frisa.

LENDA INDÍGENA - Essa troca tornou possível o conhecimento da lenda indígena “A mãe da lua e o bacurau”, que passou a fazer parte do projeto, por meio da contação de histórias. “Essa lenda fala de duas aves. Do jeito de viver de duas aves. Do canto delas, do motivo de ter aquele canto específico”, complementa Karina Gerin.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64  
Educadora ambiental Pétala Grecov encanta  alunos da escola indígena contando a lenda 'A mãe da lua e o bacurau'

Realizado em parceria com a ONG Instituto Mãe Terra e a Etno Consultoria, o “Educação é Vida” está levando aos estudantes, da educação infantil ao ensino fundamental 2, atividades lúdicas e de educação ambiental.

Vestida de fada Flora, a educadora ambiental Pétala Grecov encanta os alunos da escola indígena da Aldeia de Imbiriba, na zona rural de Porto Seguro, contando a lenda de forma lúdica.

Um dos mais atentos ao desempenho era o pequeno William da Paz Lima, de 12 anos, o índio Akunã (que significa noite). Durante a apresentação, ele consegue identificar alguns pássaros só ouvindo o canto deles e faz questão de mostrar o que vivencia em sua aldeia. “Eu vou imitar uma sabiá, que é muito comum nesta região”, diz Akunã antes de começar a assoviar o canto da ave.

Mostrando que entendeu a mensagem que o projeto buscar levar, Akunã diz ainda que pretende estudar muito para ser veterinário. “Eu gostei de observar os pássaros e de conhecer algo novo”, ressalta o indígena.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Renivaldo Braz é o cacique da aldeia pataxó Imbiriba, em Porto Seguro

Para a coordenadora educacional da escola, Jaqueline Monte Belo, o projeto despertou nos alunos a importância da cultura deles para o país. “É o fortalecimento dessa própria cultura. É a questão da valorização externa, além de estar levantando isso dentro das aldeias. O aluno consegue perceber que lá fora estão vendo ele como protagonista da sua história. Compreender essa riqueza cultural indígena que é de suma importância”, destaca Jaqueline.

O cacique da aldeia Imbiriba, Renivaldo Braz Correia Filho, também acompanhou a atividade e enfatizou a importância da parceria com a empresa para o desenvolvimento das crianças da aldeia. “Essas meninas têm o compromisso de todo o ano trazer um kit escolar para as nossas crianças. Há famílias que, na verdade, não têm nem condição. Para mim, não tem uma riqueza maior que a educação. Quando você se empenha na educação, se empenha em ajudar uma família a desenvolver o futuro. Isso me deixa feliz”, concluiu ele. 

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