Taxistas explicam porque lutam contra implantação do Uber em Porto Seguro

Categoria ressalta que é obrigada a atender muitas exigências, ao contrário do Uber

Maria Eduarda Toralles / RADAR 64
Publicado em 05/12/2017 às 16h37
Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Com concorrência com Uber pode acarretar em até mil taxistas desempregados em Porto Seguro

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PORTO SEGURO - “Há nove anos comecei a sentir a diferença, quando começou a surgir o transporte clandestino. Agora com a chegada do Uber as coisas estão piorando cada vez mais”, lamenta Edinaldo Silva Souza, o Chico do Táxi, que há 18 anos trabalha como taxista em Porto Seguro.

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Edinaldo é um dos 631 taxistas do município que estão lutando contra a implantação do aplicativo, que começou a operar no dia 29 de novembro.

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“Não somos contra o Uber, somos contra a forma operante deles”, explica o presidente da cooperativa de taxistas, José Bispo.

Para Bispo, a concorrência do Uber é desleal. “Para termos um táxi e sermos taxistas temos que atender a uma série de exigências. O Uber chegou à cidade e nem conversar com o poder público conversou”, denuncia o presidente da cooperativa. De acordo com ele, a concorrência “desleal” pode acarretar em até mil profissionais desempregados em Porto Seguro.

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Mais de 630 taxistas regularizados atuam no município de Porto Seguro

Ao falar sobre a ilegalidade do Uber, o presidente da Cooperativa lembrou da lei 1.403, aprovada pela câmara municipal mês passado, que dispõe sobre a proibição da circulação de veículos particulares cadastrados em aplicativos, para transporte remunerado de passageiros. A lei ainda precisa ser sancionada pela prefeitura.

CONCORRÊNCIA DESLEAL - Taxista há 17 anos, Elenílson Santos Santana complementa que, além de prejudicar os motoristas de táxi, o Uber também está causando problemas para as agências de turismo. “Eles estão levando pessoas para Trancoso, cobrando R$ 20,00 por cada passageiro. Levando em consideração o preço da gasolina e os impostos que pagamos, não temos como fazer esse valor e nem as agências de turismo”, declarou.

Elenílson afirma que legislação que rege a profissão é municipal, e que por determinação do município todos os táxis da cidade foram padronizados e tiveram que instalar taxímetro. “Tivemos gastos para atendermos todas as exigências legais para ter um respaldo”, frisou.

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"Não somos contra o Uber, somos contra a forma operante deles", diz José Bispo

O presidente da Cooperativa de Taxistas reforça ainda de acordo com a lei federal 12.462, de 28 de agosto de 2011, o motorista de táxi precisa ter habilitação nas categorias B, C, D ou E, curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de veículos, carteira de trabalho e previdência social para o profissional taxista empregado formalmente, entre outras exigências.  

“Para renovar o alvará de taxista, a prefeitura ainda exige que o carro tenha, no máximo, sete anos de fabricação. O Uber não tem nenhuma fiscalização e nem, sequer, uma sede no município. Nós temos a sede da Associação de Taxistas, da Cooperativa, tanto aqui em Porto Seguro, quanto em Arraial d’Ajuda”, concluiu Bispo. 

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