Alunos de medicina da UFSB ameaçam greve por falta de aulas práticas

Estudantes prometem protesto durante vista de reitora ao campus

Do Bahia Notícias
Publicado em 04/07/2018 às 10h08
Foto: Divulgação  
Campus da Universidade Federal do Sul da Bahia em Teixeira de Freitas

Estudantes do curso de medicina da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas, decidiram não entrar em sala de aula até que a direção da unidade de ensino resolva diversas pendências.

Segundo o Bahia Notícias, a principal crítica é quanto à falta de aulas práticas em unidades de ensino do município. Os alunos também cobram definição do calendário de disciplinas, além de estruturação de laboratórios, como o de anatomia, e aquisição de livros para a biblioteca, entre outros itens.

“Nosso problema é estrutural”, disse o presidente do Centro Acadêmico (CA) do curso, Vinícius Silva Pessôa. Segundo ele, vai ser aguardado, até a próxima terça-feira (10), o posicionamento da direção do curso sobre as reivindicações. Caso não sejam contemplados, os estudantes podem iniciar uma greve. “Até o dia 10 nós vamos ficar paralisados. Não vamos assistir às aulas”, completou o presidente do CA.

Nesta quarta-feira (4), ainda segundo o Bahia Notícias, os estudantes prometem um ato de protesto durante a vista da reitora Joana Angélica Guimaraes da Luz ao campus da UFSB de Teixeira de Freitas.

O diretor do colegiado do curso de medicina Luiz Henrique Santos Guimarães disse que a situação das aulas práticas está prestes a ser resolvida. Ele espera que até a semana que vem a questão seja encaminhada. “Amanhã teremos uma reunião com a presença da reitora e do secretário de Saúde de Teixeira de Freitas. Certamente, no mais tardar na próxima semana, os estudantes já retomam o campo de prática”, afirmou.

Segundo Guimarães, a UFSB já tem contratos com as prefeituras de Teixeira de Freitas e Porto Seguro que assegura o exercício prático dos estudantes. Porém, acrescenta o coordenador do colegiado, falta esclarecer como será organizada a prática dos estudantes. “Os contratos são genéricos, por isso falta detalhar questões como quantas unidades vão servir de prática, quantos alunos vão atuar em cada unidade e isso requer uma série de reuniões”, completou.

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