Alunos do Anísio Teixeira se destacam na Olimpíada Brasileira de Astronomia

Escola já acumula 24 medalhas, 11 delas conquistadas este ano

Redação RADAR 64
Publicado em 05/01/2019 às 10h05
Foto: Divulgação   

O Colégio Anísio Teixeira, de Eunápolis, acumulou um total de 36 medalhas nos últimos quatro anos em que participou da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Só neste ano foram 11 medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e cinco de bronze.

Os quatro alunos que conquistaram as medalhas de ouro já estão participando da seletiva para a etapa internacional da olimpíada. “Três destes estudantes ainda estão no ensino fundamental. Essa é a primeira vez que alunos do ensino fundamental são chamados para essa seletiva”, comemorou o professor Felipe Barbosa.

Ainda graças ao resultado na OBA, pelo segundo ano seguido, um aluno do Anísio é convidado para participar da Jornada Espacial, que é realizada em São José dos Campos (SP). A estudante Laura Penalva de Souza, do 2º ano do ensino médio, terá a oportunidade de visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB) e a Embraer, além de assistir palestras com os maiores especialistas do Brasil em diversos assuntos como clima espacial, foguetes, satélites e sensoriamento remoto.

SEMPRE À FRENTE - Desde 2013 o colégio oferece, com exclusividade, aulas extracurriculares de astronomia. “Iniciamos oferecendo esse curso apenas aos alunos do ensino médio. Em 2017, devido a grande procura e interesse dos alunos, estendemos a oferta aos alunos do ensino fundamental II”, destacou Felipe.

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Para o professor, com astronauta Marcos Pontes assumindo o Ministério de Ciência e Tecnologia, haverá um fortalecimento de olimpíadas do conhecimento, como a OBA, que representam uma grande oportunidade para que estudantes apliquem o que aprenderam nas salas de aula e em cursos extracurriculares, como as aulas de astronomia.

Ele ressaltou que, atualmente, as provas dos vestibulares e do ENEM já são mais interdisciplinares, por isso o Anísio se preocupa em ofertar aos seus alunos cursos extracurriculares, como as aulas de astronomia e de robótica, que possibilitam que os alunos identifiquem com mais facilidade que há uma ligação entre todas as matérias. “As universidades já começaram a criar cotas intelectuais nos vestibulares para os estudantes que se destacam em olimpíadas do conhecimento. É o caso da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) que bonifica os alunos medalhistas nessa competição com pontos no vestibular.  Então, é importante os estudantes estarem preparados para essas oportunidades. Os quatro alunos que conquistaram a medalha de ouro já estão incluídos na cota intelectual que a UNICAMP”, disse o professor.

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Felipe explica que além de ser mais uma oportunidade de aprofundamento do conhecimento, o estudo da astronomia mexe com o imaginário dos alunos, despertando neles mais interesse pelos estudos. “Entrei no curso por diversão, hoje continuo pelo que ele pode me proporcionar de oportunidade no futuro e por que passei a gostar de astronomia”, contou o estudante do 9º ano do ensino fundamental II, Lúcio Sampaio, de 15 anos. Ele participa do curso de astronomia há dois anos. Em 2016, ele já havia conquistado uma medalha de prata na OBA e esse ano conseguiu uma de ouro.

Também medalhistas de ouro na olimpíada, os estudantes Claudio Santos Eloi e Izaac Dias Barreto, ambos 14 anos e alunos do 9º ano, enfatizaram que o curso possibilita ainda que os alunos do ensino fundamental, como eles, antecipem o aprendizado de conteúdos que só irão estudar no ensino médio. “É uma grande oportunidade para mim, que pretendo seguir nesta área. Meu sonho é fazer um curso no ITA”, revelou Cláudio.

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Já o estudante Camilo Junior, do 2º ano do ensino médio, que conquistou em 2018 a sua segunda medalha de prata na olimpíada, disse que não pretende seguir a carreira na área de exatas. “Participo do curso e das olimpíadas como uma forma de aprofundar o meu aprendizado”, concluiu ele.

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