Consenso: as passagens aéreas pulam do abuso para a escorcha

Deputado Jânio Natal diz que passagem para Porto Seguro teve salto gigantesco

Levi Vasconcelos / A Tarde
Publicado em 28/05/2019 às 16h32
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 
As passagens aéreas pulam do abuso para a escorcha

BAHIA - No embalo da falência da Avianca, os preços das passagens aéreas, que de início eram abusivos, passaram a ser escorchantes. Pelo menos é o que se pode deduzir da audiência pública realizada ontem na Assembleia para discutir o assunto.

O deputado Jânio Natal (Pode), também ex-prefeito de Porto Seguro, disse que uma passagem para lá, que antes custava R$ 237, agora custa R$ 3.357. Com o detalhe: havia três empresas, a Latam, a Gol e a Avianca. Só ficou a Gol, que bota o horário de ida meia-noite e meia e de volta, 5 da manhã.

CPI — O assunto causa indignação também nos deputados federais baianos, que obrigatoriamente fazem dois voos semanais a Brasília (ida e volta). A passagem, que custava R$ 600, passou para R$ 2 mil. O custo mensal, que era de R$ 4,8 mil, passou para R$ 16 mil.

O deputado João Carlos Paolilo Bacelar (PL), presente à audiência, diz que já coletou assinaturas e esta semana dá entrada em um pedido de CPI para apurar o caso.

O presidente da Anac (José Ricardo Pataro de Queiroz), por acaso um baiano, disse que não é função dele regular preços. “Há um cartel. Os preços são iguais na Tam, na Gol, na Latam e na Azul”.

Dizem que o dólar e o querosene definem as passagens. Segundo Bacelar, em Vitória custa R$ 3,34 o galão, em Salvador, R$ 2,56; em Campinas, R$ 2,73; na Turquia, R$ 1,67; e na Espanha, R$ 0,60.

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