Em Porto Seguro e Salvador prefeitos tentarão eleger sucessor

Gestores devem disputar reeleição em 18 dos 20 maiores colégios eleitorais

Do Bahia Notícias
Publicado em 30/07/2019 às 10h47
Fotos: Divulgação  
Cláudia Oliveira (Porto Seguro) e ACM Neto (Salvador), após dois mandatos, tentarão fazer o seu sucessor

PORTO SEGURO - Mesmo com o controle da máquina pública, os prefeitos têm encontrado nos últimos anos dificuldade para se reeleger. Com a crise econômica, houve uma queda das receitas públicas e os gestores municipais não têm conseguido cumprir as promessas de campanha. Na Bahia, 18 prefeitos dos 20 maiores colégios eleitorais terão a difícil missão de conquistar a recondução no próximo ano.

Em Salvador e Porto Seguro, os administradores, que já estão em segundo mandato, terão outra tarefa árdua: a de tentar eleger o seu sucessor.

No município de Porto Seguro, após dois mandatos, Claudia Oliveira (PSD) tentará fazer o seu sucessor. Na terra do descobrimento o cenário é ainda mais indefinido. Filha da prefeita, Larissa Oliveira tem sido especulada para ser o nome da sucessão, mas não poderia ser candidata - já que a lei define que parente em até segundo grau de chefe do Poder Executivo, que já não esteja exercendo mandato, não pode se candidatar a qualquer cargo eletivo. Outros nomes especulados são o do secretário Maurício Pedrosa e o do vereador Evaí Fonseca, mas sem qualquer indicação oficial de apoio da atual prefeita.

Já na capital, ACM Neto (DEM) tem preparado o seu vice-prefeito Bruno Reis (DEM) para ser o seu candidato, mas outros nomes correm por fora, como o secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM), o presidente da Câmara, Geraldo Júnior (SD), e até mesmo o dirigente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani (sem partido).

Dos 18 prefeitos que devem tentar a reeleição, cinco são do grupo liderado por ACM Neto. São eles: Colbert Martins (Feira de Santana), Herzem Gusmão (Vitória da Conquista), Dinha (Simões Filho), todos do MDB, e Zito Barbosa (Barreiras) e Antônio Elinaldo (Camaçari), do DEM.

Três nomes que devem tentar a recondução no próximo ano foram eleitos pela base do prefeito soteropolitano em 2016: Joaquim Neto, Ricardo Moura e Fernando Gomes. Eles, porém, mudaram do lado e integram hoje o grupo do governador Rui Costa (PT). Moura e Neto hoje são filiados ao PSD, já Gomes está sem partido.

Além deles, mais 10 governistas devem entrar na briga por mais um mandato em 2020: Robério Oliveira (Eunápolis), Dr. Mario Alexandre (Ilhéus), Luiz de Deus (Paulo Afonso), Rogério Andrade (Santo Antônio de Jesus) e Timóteo Brito (Teixeira de Freitas), todos do PSD; além de Jairo Magalhães (Guanambi), Sergio da Gameleira (Jequié), ambos do PSB; Paulo Bonfim (Juazeiro), do PCdoB; Moema Gramacho, do PT; e Dr. Pitágoras (Candeias), do PP.

Para o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e cientista político Joviniano Neto, os prefeitos, por terem a máquina, têm "vantagem" para vencer os pleitos, mas o fim das coligações nas eleições proporcionais pode impactar no resultado. Isto porque, para não caírem na cláusula de barreiras, partidos querem lançar candidatos a prefeito e podem romper com os grupos atuais. Além disso, a crise econômica tem afetado as gestões municipais e derrubado popularidade dos gestores.

"Tudo vai depender do desgaste do grupo que está no poder. E da capacidade da oposição de se articular. Agora, onde há polarização entre situação e oposição, a vantagem tende a ser da situação porque tem cargo, tem visibilidade. Tem a máquina", ressaltou Joviano. Na eleição de 2016,  2.945 prefeitos se candidataram à reeleição e 1.385 conseguiram, um índice de 47%.

Em eleições anteriores, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o número era bem maior. Desde que passou a ser permitida, em 2000, a reeleição ficava acima de 55%, segundo a instituição. O pico foi em 2008, com 66%.

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