Filho de empresário passa sete horas em poder de sequestradores

Bandidos exigiam resgate ou ele seria morto; polícia agiu rápido

Redação RADAR 64
Publicado em 09/05/2019 às 10h23

EUNÁPOLIS - O filho do dono de uma casa de carnes, localizada no centro de Eunápolis, ficou mais de sete horas em poder de sequestradores, na quarta-feira (08).

O homem, de 32 anos, cujo nome está sendo preservado, foi abordado pelos bandidos quando estacionava o carro em frente à sua casa, no bairro Centauro, por volta das 13h30.

No momento em que manuseava o celular, ele foi rendido por dois bandidos armados, que já o seguiam em um veículo branco.

Os sequestradores colocaram a vítima no banco traseiro do seu próprio veículo, assumiram a direção e seguiram pela BR-101, em direção à saída norte da cidade.

No bairro Sapucaeira, os marginais transferiram a vítima para seu carro e seguiram em direção a Itagimirim, por mais meia hora.

Foto: RADAR 64 
Carro da vítima foi abandonado na zona norte da cidade

A Polícia Civil, com o apoio da PM, montou uma operação e conseguiu localizar o carro da vítima abandonado em um matagal, no bairro Sapucaieira.

Segundo a polícia, os sequestradores mantiveram contato com a família da vítima, exigindo um resgate, cujo valor não foi informado, pois caso contrário o mataria.

"O sequestrado ficou em um cativeiro, em um ramal às margens da BR-101. Durante todo o tempo, ele falou que foi alimentado", afirmou o delegado Moisés Damasceno.

Por volta das 19h, os sequestradores resolveram liberar a vítima na BR-101, perto do distrito de Mundo Novo, a menos de 15 quilômetros de Eunápolis.

Foto: RADAR 64 
Delegado Moisés Damasceno coordenou as buscas ao sequestrado

"Acredito que pelo fato de os policiais já estarem no encalço dos sequestradores, eles optaram por liberar a vítima, mesmo sem ter recebido o resgate", frisa o delegado Moisés Damasceno.

O delegado informa que a sua equipe já está investigando a autoria do sequestro. Segundo ele, circulam muitos rumores sobre suspeitos nas redes sociais. "Isso pode ser para confundir nossa apuração. Estamos analisando as provas e indícios", acrescenta Moisés Damasceno.

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