Há seis anos Colégio Anísio Teixeira oferece aulas de Robótica

Curso extracurricular é oferecido do 6º ano do ensino fundamental II ao ensino médio

Maria Eduarda Toralles / RADAR 64
Publicado em 01/12/2018 às 07h16
Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Curso extracurricular é oferecido do 6º ano do ensino fundamental II ao ensino médio

Uma pesquisa recente realizada pelo Institute for the Future, da Califórnia, nos Estados Unidos, apontou que devido ao rápido desenvolvimento tecnológico, o domínio de tecnologias como Linguagem computacional, inteligência artificial e robótica será crucial para os profissionais do século XXI.

Sempre de olho no melhor para a formação de seus alunos, o Colégio Anísio Teixeira, em Eunápolis, já oferece há seis anos o curso extracurricular de Robótica a seus alunos do 9º ano do ensino fundamental II ao 3º ano do ensino médio. Em 2018, o curso passou a ser ofertado também para os estudantes do 6º e 7º ano do ensino fundamental II.

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Segundo o professor graduado em engenharia elétrica pela USP, Felipe Barbosa, que é responsável pelas aulas do curso, a robótica é uma área multidisciplinar, que integra conhecimentos de matemática, física, mecânica e eletrônica. “Ela ajuda muito no autodesenvolvimento dos alunos, colaborando na sua capacidade de solucionar problemas, formação de senso crítico e criatividade, dentre outros benefícios”, destacou Felipe.

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Professor graduado em engenharia elétrica, Caio Vinicius Ghil Seguchi

O professor afirma que durante as aulas práticas, realizadas de setembro a novembro, os alunos adquirem conhecimento sobre carga elétrica, isolantes, condutores, corrente e tensão elétricas, resistência elétrica, uso de sensores, motores de corrente continua. “Na culminância do curso, eles construíram um carrinho que detecta obstáculos. Não foi simplesmente um carrinho com um motor, isso não seria robótica. O que torna ele um robô é a parte da inteligência de detectar um obstáculo”, ressaltou Felipe.

Entre os mais atentos e participativos da aula estava o estudante Vitório Burine, de 12 anos, aluno do 6º ano. Depois de ouvir todas as explicações do professor, Vitório não teve muita dificuldade em ajudar a sua turma a montar o robô. “Sempre gostei desta área. Implorei a meus pais para eles me deixarem fazer o curso. Acho importante aprofundarmos nossos estudos. Gosto de estar sempre descobrindo coisas novas”, contou o menino.

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Letícia Gomes, de 12 anos, aluna do 7º ano

Também atenta, a jovem Letícia Gomes, de 12 anos, aluna do 7º ano, disse que sempre gostou de robótica. “Eu já assistia vídeo-aulas em casa. Gostou muito da área de exatas, pretendo estudar engenharia mecânica e com certeza essas aulas de robótica são importantes para mim”, disse Letícia.

Já formado em engenharia mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o ex-aluno do Anísio Teixeira, Caio Vinicius Ghil Seguchi, hoje retornou ao colégio como professor do curso de robótica. “Na minha época de estudante do ensino médio não tinha esse curso, é uma pena. Hoje sei a importância dessas aulas. De forma prática e acessível, a robótica consegue transformar ciências tão abstratas, como matemática e física, em algo legal. Essa abordagem na forma de ensinar torna o aprendizado muito mais prazeroso”, falou Caio.

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ROBÓTCA -  Ao longo dos últimos seis anos o Colégio Anísio Teixeira acumulou medalhas na OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica). As etapas da olimpíada ocorrem em Salvador e são bem concorridas. Em 2013, um grupo de alunos do Anísio recebeu o prêmio de melhor equipe estreante. "Os alunos fabricaram um robô que chamou atenção da equipe de TV local e teve grande destaque na competição", lembrou Felipe,

Foto: Divulgação / Anísio Teixeira 
Em 2014 os alunos ganharam o prêmio de robô mais inovador

Em 2014, os alunos do Anísio conquistaram o prêmio de robô mais inovador. No ano passado, a competição aconteceu em conjunto com o evento Campus Party - evento de tecnologia. “Nossos alunos foram muito elogiados por conseguirem resolver o desafio surpresa proposto”, frisou o professor. 

Segundo o diretor do colégio, Leonardo Martins, essas competições são muito importantes para que os alunos aprendam na prática o que é trabalho em equipe com pressão e tempo de execução restrito.  “Eles sempre são destaques porque nunca levam um robô de um kit pronto. Os alunos aprendem linguagem de programação real, mecânica, elétrica, tudo de verdade. Eles criam o robô do zero e é isso que faz com que eles, de fato, aprendam e se encantem com a robótica”, concluiu Leonardo.

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