Bahia é destaque na exportação de lagostas vivas através do Aeroporto de Porto Seguro

Exportação de lagosta vivas foi iniciada em dezembro do ano passado, com três operações no mês.

Publicado em 14/10/2019 às 16h27
Foto: Divulgação 
O terminal de Porto Seguro vem se destacando pelo transporte de lagostas vivas para a Ásia e a América do Norte

PORTO SEGURO - A Bahia é o segundo maior exportador de lagosta do nordeste brasileiro, atrás apenas do Ceará. O território baiano exportou 745 toneladas do fruto do mar em 2017, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Na região da Costa do Descobrimento, o aeroporto de Porto Seguro, sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), vem contribuindo para o transporte internacional do produto para mercados como os Estados Unidos e a China. No último mês de setembro, mais uma empresa aérea passou a realizar a exportação de lagostas vivas saindo do extremo sul baiano.

Em Porto Seguro, a exportação do produto foi iniciada em dezembro do ano passado, com três operações no mês. Em 2019, a média de movimentações de carga passou para 12 mensais. O equipamento aeroviário foi o primeiro administrado pelo Governo da Bahia a receber a certificação como Terminal Internacional de Cargas, que possibilita a entrada e saída de produtos vindos de outros países.

Em julho deste ano, a quantidade de lagostas vivas enviadas foi de aproximadamente 16 toneladas. No mês de setembro, a carga exportada aumentou para cerca de 20 toneladas. Um crescimento de mais de 22% em comparação aos meses de julho e agosto de 2019.

O aeroporto de Porto Seguro passou por reformas, incluindo recuperação de pista de pouso e decolagem e do pátio de estacionamento de aeronaves, além de ampliação do balizamento noturno e reforma na seção contra incêndio. As intervenções facilitaram a obtenção da certificação para o transporte internacional de cargas. Anteriormente, era preciso sair da região de Alcobaça para Salvador ou Vitória, no Espírito Santo, gerando prejuízos para os produtores.

Foto: Divulgação 
No Aeroporto de Porto Seguro, a exportação de lagosta vivas foi iniciada em dezembro do ano passado

“A partir da certificação obtida para a movimentação de produtos para o exterior, o terminal da Costa do Descobrimento tem atraído cada vez mais empresas interessadas em fazer exportação de cargas, a exemplo do que acontece agora com os frutos do mar, e contribui no desenvolvimento econômico da região”, destaca Dênisson de Oliveira, diretor de Terminais e Aeroportos do Estado. O equipamento também recebe a importação de peças para fábricas de celulose na região.

O aeroporto de Porto Seguro é o segundo maior do estado e o terceiro maior do Nordeste em movimentação de passageiros e aeronaves. O município é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil. Atualmente, recebe uma média de 1,8 milhão de passageiros por ano. Além de ser um ponto de desembarque e embarque de turistas, é o único equipamento aeroviário regional que opera com deslocamento nacional e internacional de cargas no estado.

“A exportação de lagosta é uma atividade econômica de extrema importância para a economia baiana, e as facilidades logísticas proporcionadas pelo Terminal Internacional de Cargas dão um diferencial competitivo ao estado. Hoje os pescadores e produtores baianos lucram cerca de R$ 120 milhões com a venda de lagostas no mercado externo, valor bastante significativo”, afirma o gerente de operações da Bahia Pesca, Antônio Laborda.

SIGA O RADAR 64

RADAR 64© - Todos os direitos reservados 2007 - 2018