Professor e aluno desenvolvem plano de recuperação do Córrego Gravatá

Morando há 38 anos em Eunápolis, ele busca incentivar projetos sociais

Redação RADAR 64
Publicado em 06/08/2018 às 10h54
Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Morando há 38 anos em Eunápolis, arquiteto e urbanista Hugo Seguchi busca incentivar projetos de cunho social

Morador de Eunápolis desde 1980, o arquiteto e urbanista Hugo Seguchi busca desenvolver há três anos, desde que passou a atuar como professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), projetos de cunho social que ele denomina como ‘Gentilizas Urbanas’. “Foi a forma que encontrei de agradecer a cidade que me acolhe há 38 anos com tanta gentileza e também de mostrar a realidade social aos alunos”, contou o engenheiro.

Hoje proprietário de uma empresa de projetos, a Guaiú Arquitetura e Urbanismo, Seguchi dá continuidade a sua iniciativa por meio da contratação de estagiários. Além de suprir a demanda de estágios na área de projeto, o arquiteto ainda busca orientar a elaboração de iniciativas que resultem em uma melhor qualidade de vida para todos.

Foto: Gustavo Moreira / RADAR 64 
Topógrafo Antônio Reis, filho de Moisés Reis, deu palestra ao grupo de alunos que faze parte da elaboração do plano

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Atualmente, 12 estudantes do IFBA estão fazendo estágio na sua empresa, nove deles atuando na elaboração do projeto ‘Plano de Recuperação do Riacho Gravatá’.

RIACHO DO GRAVATÁ - De acordo com o arquiteto, com a elaboração deste plano, o grupo busca encontrar formas de evitar a degradação total do Riacho do Gravatá, importante manancial da cidade, que foi citado, inclusive, nas anotações do explorador Moisés Reis, quando chegou à região em 16 de setembro de 1944 para identificar trechos que deram origem à abertura das primeiras estradas da região. Na época, ainda não havia surgido o povoado que deu origem a Eunápolis. Hoje, no local, funciona o Mercado Dona Alzira, conhecido como Feira do Bueiro. “Quem sabe daqui a 10 ou 100 anos consigamos deixar a água do riacho tão transparente, límpida e fresca, como Moisés Reis encontrou há 74 anos”, diz Seguchi.

Foto: Divulgação 
Alunos realizaram uma visita de campo ao Riacho Gravatá

Durante a elaboração do plano, que deverá durar em torno de dois anos, os alunos realizaram uma visita de campo ao Riacho Gravatá. "Vai dar muito trabalho recuperar esta área, mas não é impossível. Sobre a ótica do meio ambiente a situação está muito complicada", avaliou uma das estagiárias. 

Segundo Hugo, após a coletar os dados e debates entre o grupo, foram identificados os seguintes problemas: lançamento de esgoto doméstico sem tratamento, lixo doméstico lançado diretamente no riacho, erosão provocada pelo assoreamento, lançamento de dejetos animais sem tratamento, dentre outros.

Foto: Divulgação 
Lançamento de esgoto, lixo, dejetos e erosão foram principais problemas identificados

Buscando entender como ocorreu a ocupação da região, o arquiteto convidou o topógrafo Antônio Reis, filho de Moisés Reis, para dar uma palestra ao grupo de alunos que faz parte da elaboração do plano. “Uma das nossas dificuldades em pesquisa era saber quantas famílias possuem documentos dos terrenos que ocupam. Com o relato de Antônio Reis, na quinta-feira (02), pudemos constatar que ali foi área de invasão”, contou Hugo.

PROVOCAR O DEBATE - Hugo Seguchi explica que um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), como o que eles estão elaborando, envolve profissionais das áreas de arquitetura, sociologia, ambiental, direito, assistência social. “Portanto, o grupo não tem a pretensão de realizar um PRAD, mas sim de fazer um estudo preliminar para provocar um debate sobre a situação do Riacho do Gravatá junto à sociedade e a autoridades e, quem sabe, conseguir que o plano seja realizado”, frisa. 

“Tenho divulgado nossas atividades na rede social, alguns colegas já entraram em contato para conhecer melhor o nosso projeto e já conversei com o secretário Municipal de Meio Ambiente e já mostrei o primeiro escopo a ele”, conclui o arquiteto.

O plano está sendo desenvolvido com a supervisão do arquiteto e urbanista, pelos alunos Ana Clara Rocha Bonfim, Heloisa Campos Reis e Kevson Oliveira Gonçalves, do curso edificações, e pelas alunas Ana Carolina Santos Paiva, Clara Oliveira Reis, Ellen Batista Dundas Chaves, Emilly Kelly dos Anjos Rocha, Marcela Carvalho Meireles e Mércia de Jesus Souza, do curso de meio ambiente.

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