Quatros homens são presos acusados de caça ilegal na região de Eunápolis

Eles portavam vasto armamento, armadilhas e outras artefatos

Redação RADAR 64
Publicado em 07/01/2019 às 17h54
Foto: RADAR 64  
Polícia apreendeu muitas armas de fogo, munição e outros materiais usados em caça de animais silvestres

Quatro homens, acusados de caçar animais ilegalmente em uma área de Mata Atlântica, foram presos no fim da tarde do último sábado (05), em uma estrada rural entre os municípios de Eunápolis e Belmonte.

Segundo a Companhia Independente de Policiamento de Proteção Ambiental (Cippa), foram apreendidos, junto com o grupo, vasto armamento, munição e outros materiais destinados à caça.

De acordo com a Cippa, Gildásio de Jesus, Elton de Jesus Santos, Diógenes Carlos de Oliveira e Zenilton Ramos Tavares estavam em uma picape Toro e ainda tentaram fugir da abordagem.

Durante as buscas, os policiais encontraram quatro espingardas, três trabucos, dezenas de cartuchos, quatro facões, mais de 10 lanternas, calça camuflada, faca, canivete, quatro redes de dormir e seis pios de pássaros, usados para atrair aves e outros animais silvestres.

Foto: RADAR 64 
Major Márcio Luís Blanco, comandante da Cippa; Unidade intensifica cerca a caçadores na região

Dentro do veículo foram localizados, ainda, alimentos comumente utilizados para aproximar os animais de um tipo de armadilha conhecido como espera.

Os quatro homens foram apresentados na 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, sob a acusação de crime de caça e porte ilegal de arma de fogo.

"As ações de combate aos crimes de caça e porte ilegal de arma de fogo estão entre as atividades desenvolvidas por nossa unidade no Seguro no cumprimento de nossa missão", avisou o comandante da Companhia Independente de Policiamento de Proteção Ambiental (Cippa), major Márcio Luís Blanco.

TRÁFICO COLABORA PARA EXTINÇÃO

O tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade e pode provocar a extinção de diversas espécies a médio e longo prazo.

O promotor de Justiça Mauricio Magnativa destaca que a pena prevista pela legislação é de seis meses a um ano de prisão e o pagamento de multa.

O comércio ilegal não ocasiona somente desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais: atinge a segurança, devido ao uso de armas, e a saúde pública, com doenças relacionadas ao manuseio e consumo de animais silvestres.

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