Unidade da Inspetoria Fazendária é extinta na cidade de Eunápolis

Desde 2016, governo tem repassado o serviço para as agências do Sac

Teoney Guerra
Publicado em 04/01/2019 às 17h10
Foto: Google  
Prédio da Inspetoria Fazendária de Eunápolis, na Avenida Santos Dumont, centro da cidade

EUNÁPOLIS - O governo estadual extinguiu a Inspetoria da Secretaria da Fazenda (Sefaz) na cidade de Eunápolis. O ato foi publicado na edição da última quarta-feira (02) do Diário Oficial.

A extinção surpreendeu os próprios servidores, que preferiram não falar sobre o assunto com a reportagem. “Até porque não sabemos como vai ficar a situação”, declarou um deles.

Pelo que podemos apurar, o trabalho de fiscalização, as demandas sobre benefícios fiscais e negociações de débitos foram encerrados, sendo mantido apenas o atendimento ao público.

Os servidores não souberam informar, ainda, a qual inspetoria os municípios de Eunápolis e microrregião ficarão subordinados: se a Teixeira de Freitas ou Itabuna.

Desde 2016, o governo estadual tem repassado às agências do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) o atendimento ao público no que diz respeito aos serviços da Sefaz.

Dados divulgados na imprensa estadual recentemente dão conta de que cerca de 67% dos serviços das inspetorias fazendárias já foram transferidos para o SAC, na capital e no interior ou para o atendimento on-line.

Acredita-se que, no caso da unidade de inspetoria de Eunápolis, esses serviços não foram também repassados, em razão do SAC local não ter instalações capazes de prestar tal atendimento.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Eunápolis, Erivelto Melo, se manifestou contrário ao encerramento das atividades do órgão na cidade e opinou que os empresários vão ser muito prejudicados com esse ato do governo estadual, afirmando que a perda do órgão é “muito ruim para Eunápolis, de uma forma geral”.

E destacou que, principalmente nas negociações de parcelamentos, passará a haver uma dificuldade maior. “A negociação aqui se torna mais fácil em razão dos técnicos conhecerem a realidade das empresas e até do comerciante e se passar a ser feito on-line ou em outra cidade, esse conhecimento da realidade não haverá, não será levada em conta”, disse o dirigente sindical.  

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